Diante das diversas situações que muitas vezes precisam ser enfrentados por determinados grupos sociais, é necessário que se crie medidas que visem apoiar e amparar indivíduos que se encontram em vulnerabilidade. Por isso, algumas instituições tem como objetivo   assegurar a proteção e integração desses cidadãos, as chamadas Unidades de Acolhimento Institucional. 

As Unidades de Acolhimento Institucional prestem serviços diferentes de acordo ao seguimento daquela organização, as mesmas podem funcionar como Abrigo, Casa – Lar, Casa de Passagem, Residência Inclusiva, República, Família Acolhedora. Mas neste artigo iremos nos restringir ao Acolhimento Institucional voltado para crianças e adolescentes.

Quer conhecer de forma mais aprofundada as características de instituições tão essenciais para a nossa sociedade? Vamos lá!

De orfanato para Acolhimento Institucional 

Durante muitos anos, essas instituições foram chamadas de orfanatos, internatos, reformatórios ou educandários, tendo como premissas o assistencialismo e caridade, essas organizações ficavam em locais isolados da sociedades, pois, a maior parte das atividades eram realizadas no próprio espaço para privarem os indivíduos de serem inseridos na comunidade. 

A partir da década de 1990, com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente muda-se  o olhar em relação a esses indivíduos. Nessa perspectiva, as crianças e os adolescentes são respeitadas nas suas individualidades buscando atender às suas necessidades, priorizando a inserção destes na sociedades em diversos âmbitos. Garantindo aos mesmos o direito a educação, lazer, saúde, assistência social, alimentação,  profissionalização, respeito, dignidade, cultura, etc. 

Dessa forma, os serviços de acolhimento deixam de ter um caráter assistencialista e de caridade. Atualmente, entende-se que essas instituições se configuram como políticas públicas que devem oferecer acolhimento pautado no convívio familiar e comunitário, possibilitando a construção de laços afetivos  para o desenvolvimento integral de cada indivíduo. 

O Desenvolvimento das Crianças e dos Adolescentes nas Unidades de Acolhimento Institucional 

Essa nova perspectiva nos possibilita a desconstrução de uma ideia que prevaleceu durante muito tempo, onde acreditava – se que a permanência dos indivíduos nessas instituições interferia de forma negativa e prejudicial no seu desenvolvimento e formação. Porém, essa é uma visão errônea e equivocada, pois, o que define essa questão é a qualidade dessas instituições e as relações estabelecidas nesse ambiente. 

Além de oferecer uma estrutura adequada  de saúde, educação,  segurança, infraestrutura, etc, os vínculos afetivos construídos entre todas as pessoas envolvidas são de extrema importância para o desenvolvimento integral dos acolhidos. É entendendo essa importância que podemos encontrar diversas unidades de acolhimento institucional que formam verdadeiras famílias, constituindo um lar de amor, respeito, união e felicidade.

O Que é Uma Unidade de Acolhimento?

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